

Todo mundo vai ao sul da França em junho, atrás da lavanda. Nós marcamos setembro — e é escolha, não acaso. Em setembro o verão ainda está lá; a temporada é que foi embora.
Em Nice, junho e setembro têm rigorosamente a mesma temperatura: 24,7 °C contra 24,8 °C de máxima. Mas o Mediterrâneo tem inércia — passa o verão inteiro acumulando calor e só começa a ceder em outubro. Resultado: o mar de setembro está igual ou mais quente que o de junho. Como este é um roteiro de água — as calanques, a travessia a Saint-Tropez, a Côte d’Azur —, isso importa mais que campo de lavanda.
E setembro devolve outra âncora, possivelmente melhor: a vindima. Châteauneuf-du-Pape declara a colheita por volta do dia 9, e as adegas ficam em plena fermentação. Trocamos o talhão de lavanda disputado por trinta pessoas com celular pela visita técnica a uma adega em trabalho. Para o nosso público, é troca boa — e é bem mais rara.
O roteiro tem três bases e uma lógica geográfica: seis noites em Avignon, dentro das muralhas, de onde se alcança todo o coração da Provence sem trocar de mala — o Luberon, Arles, Les Baux, Aix, Châteauneuf-du-Pape. Depois a descida ao mar por Cassis e as calanques, duas noites em Sainte-Maxime com Saint-Tropez pelo ferry, e quatro noites em Nice para a Côte d’Azur — Èze, Villefranche, Mônaco, Saint-Paul-de-Vence.
Chegamos por Marselha e saímos por Nice: nenhum quilômetro repetido, nenhum dia perdido voltando ao ponto de partida
Embarque em Guarulhos no fim do dia, com conexão na Europa. A noite é passada no avião — e por isso ela não entra na contagem de noites de hotel do pacote. É o único trecho da viagem em que o relógio manda; a partir de amanhã, o ritmo é nosso.
Chegada ao aeroporto de Marselha e traslado privativo a Avignon, cerca de uma hora. Acomodação otimamente localizada, a poucos minutos a pé da rua principal e do centro histórico. Tarde livre para uma primeira caminhada sem programação e jantar de boas-vindas a pé do hotel.
Manhã a pé com guia local. O Palácio dos Papas, a maior construção gótica da Europa, residência de sete papas no século XIV e sede da cristandade quando Roma foi abandonada. A Ponte Saint-Bénezet — a ponte da canção, que o Rhône levou pela metade e ninguém nunca terminou de reconstruir. E Les Halles, o mercado coberto, para ver a Provence que se come. Tarde livre: o grupo chegou na véspera e o começo é de propósito leve.
Dia inteiro pelos vilarejos do Luberon. Gordes, de pedra clara, empoleirado na encosta, entre os mais bonitos da França. A Abadia de Sénanque, cisterciense do século XII, no fundo do vale — românico puro, sem um ornamento. À tarde, Roussillon, construída sobre jazidas de ocre, com as fachadas em toda a gama do amarelo ao vermelho, e o Sentier des Ocres, um percurso curto e plano por antigas pedreiras. Parada para almoço em vilarejo do caminho.
Manhã em Arles com guia local: o anfiteatro romano ainda em uso, o teatro antigo, e os pontos exatos onde Van Gogh pintou o Café à Noite e o Jardim do Hospital. À tarde, Les Baux-de-Provence, fortaleza medieval cravada na rocha dos Alpilles, e as Carrières des Lumières — uma antiga pedreira onde projeções monumentais cobrem paredes de trinta metros, experiência sentada e climatizada. Passagem por Saint-Rémy e pelo mosteiro de Saint-Paul de Mausole, onde Van Gogh se internou e pintou mais de cem telas em um ano..
Manhã em Uzès, a quarenta minutos de Avignon: o primeiro ducado da França, e uma das praças mais bonitas da Provence — a Place aux Herbes, quadrada, arborizada e cercada de arcadas em todos os lados. Em volta dela, as ruas estreitas da cidade velha, as fachadas de pedra clara e a Tour Fenestrelle, campanário redondo de seis andares de janelas que não tem igual na França. Almoço livre sob as arcadas. À tarde, o Pont du Gard, a vinte minutos dali — e a ordem do dia não é por acaso: a água que o aqueduto levava a Nîmes nascia justamente em Uzès, na fonte do Eure, que acabamos de deixar para trás. São quarenta e nove metros de altura em três níveis, erguidos no primeiro século e de pé desde então. Atravessa-se o nível de baixo a pé, caminha-se pelas margens do Gardon e pelo bosque mediterrâneo em volta, e o museu do sítio explica como se mediu um desnível de dezessete metros ao longo de cinquenta quilômetros sem nenhum instrumento moderno.
Bate-volta de uma hora a Aix-en-Provence. A Cours Mirabeau com seus plátanos e suas fontes, o mercado de produtores na Place Richelme de manhã, as praças da cidade velha e as fontes que dão o apelido à cidade. Almoço livre num dos cafés da Cours. E, se o tempo ajudar, o mirante do Terrain des Peintres, de onde se vê a montanha Sainte-Victoire no mesmo enquadramento em que Cézanne a pintou mais de oitenta vezes.
Deixamos Avignon rumo ao mar. Em Cassis, embarcamos para o passeio pelas calanques — as enseadas de água turquesa entre paredões de calcário branco do Parque Nacional, acessíveis quase só por barco. Parada para almoço no porto. À tarde seguimos pela costa até Saint-Raphaël, na Côte d’Azur. É o dia em que o roteiro troca a Provence de pedra pela Provence de água — e o jantar é no hotel, porque o dia foi longo.
Seguimos pela costa até Sainte-Maxime e de lá atravessamos o golfo de barco até Saint-Tropez — vinte minutos de travessia, com saídas a cada vinte minutos. Chegar por mar é a melhor maneira de chegar, e a única que evita o pesadelo de estacionamento em que a vila se transformou. O porto velho e seus iates, a Place des Lices, a cidadela sobre a baía e as ruelas atrás do cais, longe da fila dos iates. Almoço na vila e retorno no fim da tarde. À noite, o porto de Saint-Raphaël: são quatro restaurantes a poucos passos do hotel, e cada uma escolhe o seu
Subimos a costa pelo maciço do Estérel, com parada em Cannes — a Croisette e suas palmeiras, o Palais des Festivals, e o Suquet, o bairro velho de ruelas íngremes que existia muito antes do cinema. Almoço na cidade e chegada a Nice, com o fim de tarde livre na Promenade des Anglais.
Manhã em Nice com guia local: a Cidade Velha e o mercado de flores do Cours Saleya, a Colina do Castelo com a vista sobre a Baía dos Anjos. À tarde, a Corniche até Villefranche-sur-Mer, a enseada de casas ocre onde os transatlânticos ancoram, e Èze, vilarejo medieval empoleirado a quatrocentos metros sobre o mar, com o Jardin Exotique no alto e a perfumaria Fragonard, onde se acompanha a fabricação.
Dia inteiro no Principado, a quarenta minutos. A Rocha com a praça do Palácio do Príncipe e a troca da guarda, a catedral onde repousa Grace Kelly, e os jardins de Saint-Martin, debruçados sobre o mar no alto do penhasco. Depois Monte Carlo — o Cassino Belle Époque, o Hôtel de Paris, os jardins. Parada para almoço no Principado.
Dia livre. Para quem quiser arte, a cidade tem museus entre os melhores da França fora de Paris, a poucos minutos do centro. Para quem quiser mar, a praia. Para quem quiser cidade, a Cidade Velha, o mercado da Cours Saleya e o socca comido em pé. E para quem não quiser escolher, a Promenade des Anglais inteira, de ponta a ponta, que são sete quilômetros de mar aberto. À noite, jantar livre — é a última noite, e cada uma escolhe como quer passá-la.
Manhã livre conforme o horário do voo. Traslado privativo ao Aeroporto de Nice, a vinte minutos, para o retorno ao Brasi
Hotéis 4★ boutique bem localizados — apenas três mudanças de mala em catorze dias
A poucos minutos a pé da rua principal e do centro histórico, e com acesso direto para o ônibus — saímos e voltamos das excursões sem carregar mala e sem caminhada até um ponto de embarque. Seis noites no mesmo hotel: o Luberon, Arles, Aix e o Pont du Gard são todos bate-volta a menos de uma hora.
Sobre o porto, na Côte d’Azur, a meio caminho entre a Provence e Nice. É a base para a travessia a Saint-Tropez, e tem o porto com seus restaurantes a poucos passos da porta.
Quatro noites na mesma base para toda a Côte d’Azur. Èze, Villefranche e Mônaco estão todos a menos de quarenta minutos — e nenhuma mala se mexe.
🌊 Sobre o ritmo: roteiro contemplativo, com caminhadas urbanas em piso irregular — vilarejos medievais têm ladeira e pedra. Nada de trilha ou esforço exigente. Gordes, Roussillon, Les Baux, Uzès e Saint-Tropez não admitem ônibus no centro: a chegada é sempre a pé, por poucos minutos.
⛵ Calanques e mar: o passeio de barco em Cassis depende de mar e vento. Se o mistral soprar, o operador cancela a saída e devolve o valor — é regra da casa deles, não nossa.
⭐ O acompanhante da Andre Travel promove cuidados, segurança e integração entre o grupo. Gerencia eventualidades e garante a tranquilidade dos viajantes durante toda a jornada.
ℹ️ A organização reserva-se ao direito de promover alterações no roteiro por motivos técnicos, intempéries, indisponibilidade de ingressos ou outros imprevistos, visando sempre manter a qualidade e segurança da viagem.





